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Posse de arma no Brasil: guia completo sobre regras e limites

08 SET 2025

A decisão de manter uma arma de fogo em casa ou no trabalho exige mais do que interesse pessoal: depende de regras legais específicas e de critérios de segurança.

No Brasil, esse direito é chamado de posse de arma, e se restringe ao local previamente autorizado, como a residência ou o estabelecimento profissional do solicitante.

Diferente do porte, a posse não dá liberdade de circular com a arma em espaços públicos.

Fundamentos legais e necessidade de justificativa

A legislação que disciplina a posse é a Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), atualizada por decretos como o nº 11.615/2023.

O interessado deve apresentar à Polícia Federal uma motivação concreta, como residir em região de alto risco, exercer profissão exposta à violência ou comprovar a necessidade de defesa patrimonial no campo.

Sem justificativa plausível e devidamente documentada, o pedido será negado.

Requisitos básicos do solicitante

Não basta apenas querer: há uma série de critérios obrigatórios. O cidadão precisa ter 25 anos ou mais, apresentar certidões negativas (federal, estadual, eleitoral e militar), além de comprovantes de residência e ocupação lícita.

Também é exigido exame psicológico e teste de capacidade técnica, ambos realizados por profissionais credenciados.

Somente após cumprir todas essas etapas é emitido o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), válido por cinco anos. O custo do registro para civis é de R$ 88,00.

Quantidade de armas e limite de munições

A lei não permite acúmulo irrestrito. Cada cidadão pode registrar até duas armas de uso permitido.

Quanto às munições, o máximo autorizado é de 50 cartuchos por arma a cada ano.

Essas restrições foram criadas para reforçar o controle do Estado e evitar riscos decorrentes da circulação excessiva de armamentos.

Penalidades em caso de irregularidade

Manter uma arma em casa sem registro válido é crime previsto no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento. A pena varia de um a três anos de detenção, além de multa.

A infração também ocorre quando o CRAF vence e não é renovado no prazo. A atenção ao cumprimento dos prazos e exigências documentais é indispensável para evitar problemas legais.

Diferença entre posse e porte

Um dos equívocos mais comuns é confundir os dois institutos. A posse limita-se ao local autorizado.

O porte, por sua vez, autoriza o transporte da arma em vias públicas, mas é concedido apenas em situações excepcionais, como a determinados agentes de segurança ou cidadãos que comprovem risco grave à integridade física. Entender essa diferença é crucial para não incorrer em práticas ilegais.

Conclusão

A loja QAP Armas, de São José do Rio Preto (SP), reforça que ter uma arma em casa é uma possibilidade legítima, mas que vem acompanhada de deveres claros. O processo não é apenas burocrático: é uma forma de garantir segurança e controle social.

Quem decide exercer esse direito precisa estar consciente de que responsabilidade e legalidade caminham juntas. Assim, a posse de armas no Brasil deve ser vista como um compromisso com a segurança coletiva, e não como um privilégio sem obrigações.

Para saber mais sobre posse de armas, acesse: 

https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-porte-de-arma-de-fogo

https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2024/01/18/sob-nova-legislacao-registro-de-armas-para-defesa-pessoal-cai


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